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domingo, 3 de outubro de 2010

Tiririca supera 1 milhão de votos a deputado federal em SP

Com 84,05% dos votos apurados no estado de São Paulo, Tiririca (PR-SP) é até o momento o candidato a deputado federal mais votado do Brasil.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato já recebeu 1.116.542 (6,23%) dos votos válidos no estado de São Paulo. O segundo colocado é Gabriel Chalita (PSB), que soma 485.629 (2,71%).

PROPAGANDA POLÍTICA
   Com o slogan “Pior que tá não fica”, e sem conseguir discorrer sobre sua plataforma política, Tiririca (PR) foi o candidato a deputado federal mais votado do Brasil nas eleições 2010.


   Francisco Everardo Oliveira Silva, nome de batismo do palhaço cearense, de 45 anos, teve mais de um milhão de votos. Em toda a história, o deputado mis votado foi Eneás, do Prona, com 1,5 milhão.

   Com a grande quantidade de votos de Tiririca, outros postulantes, com números inexpressivos, serão eleitos puxados pelo humorista por causa do quociente eleitoral - a soma dos votos da legenda e dos candidatos dividida pelas vagas de cada estado.

   Este número determina a quantidade de votos que um deputado precisa para se eleger, e o excedente é distribuído entre outros candidatos do partido e chapas coligadas. Tiririca pode garantir cadeira em Brasília ao delegado Protógenes Queiroz (PCdoB), por exemplo.

   A propaganda eleitoral de Tiririca chamou atenção. Vestido de palhaço, ele apareceu entoando frases do tipo: "O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei.

  Mas vote em mim que eu te conto", “vote no abestado” e “estou aqui para pedir seu voto porque eu quero ser deputado federal para ajudar os mais 'necessitado', inclusive a minha família”. O candidato a governador de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante, não achou graça. Assumiu o desconforto e mandou tirar sua imagem da propaganda do humorista.

   Mas nem só de piadas foi feita a campanha. O humorista foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por falsidade ideológica. No pedido de registro da candidatura, Tiririca declarou não ter bens em seu nome. Porém, em entrevista à revista Veja, disse que o patrimônio havia sido transferido para terceiros por conta de processos trabalhistas, de alimentos e partilhas de bens movidos pela ex-mulher, que tramitam no Ceará.

   O MPE também denunciou o candidato por analfabetismo. Mas o juiz eleitoral Aloísio Sérgio Rezende Silveira rejeitou o pedido, argumentando que “a legislação eleitoral, desde a Constituição Federal até os atos infralegais, não exige que os candidatos possuam mediano ou elevado grau de instrução, mas apenas que tenham noções rudimentares da linguagem pátria”. Ainda cabe contestação. Caso seja provado o analfabetismo, o palhaço poderá ter o mandato cassado

HORÁRIO SATÍRICO ELEITORAL

segunda-feira, 26 de julho de 2010

ROUBOLATON

Uma sátira com as Eleições 2010.

A POLITICAGEM NO BRASIL


Sorria você está sendo enganado!!!
Hoje no Brasil, se faz mais politicagem do que política. O que seria essa politicagem? Acordos, troca de cargos, troca de apoios políticos e vários outros tipos de atos ilícitos que corrompem a política brasileira. Um caso recente de politicagem é a dificuldade de se dar os cargos de seu governo para os que lhe apoiaram nas últimas eleições… O que é mais engraçado é que se fazia muitas críticas nesse mesmo sentido na gestão anterior, que criávamos cargos. Muita gente pra pouco cargo. Agora vemos a criação de vários cargos e comissões… Muitos sem nenhum sentido, sem necessidade… Com realizações insignificantes.

Política é o ato de representar o povo, lutar pelos interesses do povo. Coisa que raramente acontece, o que vemos é uma deformação da política. A politicagem acontece por debaixo dos panos, em restaurantes, em hotéis, aqui isso ocorre até pelo telefone. É nessa deformação da política que nascem os interesses particulares, troca de favorzinhos. Ganham cargos do tipo “não faz nada”. Um claro exemplo de politicagem sem pudor.

Mas ainda existem coisas piores, as denúncias engavetadas, arquivadas… Para uns, isso é prevaricação, mas para ser mais leve, vamos denominá-las de omissão. E eu pergunto o que é pior?

O que o Brasil precisa não é de combate a política, mas sim de combate a politicagem e os politiqueiros e seus descendentes. O Brasil precisa de uma política anti politicagem.

“Não somos incendiários como alguns imaginam, mas tampouco somos idiotas…”. Refiro-me aos que ignoram os fatos e se deixam enganar por “ideologias” político partidárias e repetem os mesmos erros seguidamente e ficamos na mesma, com o perdão da palavra, m.e.r.d.a.

Muito cuidado quando você recebe uma informação, ela pode estar narcotizando você. A ferramenta muito utilizada por essa gestão tem o objetivo perverso de confundir os fatos… Inverter as verdades… Ou seja, fazem um verdadeiro teatro, e nas suas versões, são sempre as vítimas… Em resumo, a ignorância é diabolicamente criada para ser explorada.

O momento lembra muito a obra 1984, de George Orwell, em que todos viviam sob o jugo do grande irmão que tudo via e sabia. E aqueles que pensavam diferente cometiam crime de “crimidéia”, eram capturados e vaporizados pela “polícia do pensamento”. Se aprofundarmos nossas reflexões, podemos entender que qualquer Irmão que se recusa a pactuar com essas informações falsas, seja quem ou o que for, será vaporizado.

O maior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam. Arnold Toynbee, historiador inglês (1889/1975).

Não permita que o reino da hipocrisia domine você, pense, analise e tente ver além dos seus olhos. Estude a história, certifique-se da vida profissional e familiar de quem está falando, como vivem e do que vivem, pesquise a respeito de cada um dos envolvidos…

É muito triste percebermos que estamos todos sendo enganados e pouco fazemos para trazer nossas antigas tradições de volta.

Por fim, também devemos reconhecer que a Razão triunfante da modernidade não conseguiu – felizmente! – por termo a todas as tradições, o que significa a possibilidade de mantermos um elo com o passado, aprender com este e resguardar aquilo que ainda nos dá o status de humanos e não de autômatos obedientes aos ditames da lógica do mercado. A sobrevivência da tradição nos ajuda a contrapor nossa subjetividade à racionalidade cega e objetiva, contribuindo para a crítica racional a um mundo desencantado com sua própria realidade.

Essa Maçonaria Política foi utilizada como ferramenta pelos americanos, nos anos 30. Esses nossos Irmãos nos fizeram aceitar mudanças muito radicais no funcionamento da Ordem… “Deixamos de trabalhar os valores internos dos Homens e passamos a trabalhar as suas aparências, deixamos de selecionar Candidatos pelo caráter e passamos a escolhê-los aleatoriamente, deixamos de influenciar positivamente os acontecimentos do País e passamos a ser escravos deles, entregando nossa consciência de homens livres e de Bons Costumes ao flutuar das conveniências.” Zé Rodrix

Esta percepção positiva da modernidade não está isenta de crítica. No seio do próprio iluminismo, Rousseau apontou os limites do progresso e da ciência e observou o quanto vivemos sob as aparências, numa sociedade essencialmente hipócrita e corrompida:

“Que cortejo de vícios não acompanha essa incerteza! Não mais amizades sinceras e estima real, não mais confiança cimentada. As suspeitas, os receios, os medos, a frieza, a reserva, o ódio, a traição, esconder-se-ão todo o tempo sob esse véu uniforme e pérfido da polidez, sob essa urbanidade tão exaltada que devemos às luzes de nosso século.” (Rousseau, 1978: 336)

Por
Wagner Veneziani Costa
http://blog.madras.com.br